
Catálogo da Exposição Galeria Paulo Figueiredo
Conheci Sara Carone no início dos anos 70. Ela já me transmitia ser uma artista muito dedicada. Desenhava modelo vivo, fazia aquarelas e pintava grandes telas em seu atelier no bairro do Sumaré. Havia ém pequenas esculturas suas para serem montadas, e outras já prontas; eram desenhos construídos no espaço tridimensional. Hoje continua desenhando modelo vivo.
Sua cerâmica surgiu há 6 anos e atingiu logo a maturidade, graças a sua disciplina na pesquisa e na criação. Seu trabalho com desenho, pintura e escultura, datado de muitos anos, tem agora papel fundamental em sua cerâmica.
Sara, como ela mesma afirma, escolheu a forma dos utensílios porque são belos, sintéticos e exatos, lapidados pelo tempo e pelo uso. Com máscaras e veladuras de esmalte, consegue recriar a técnica do Raku e nos oferece um desenho delicado e sóbrio, à base da fumaça sobre a superfície quente da argila.
Os imprevisíveis acontecimentos do fogo e da fumaça são incorporados em seu trabalho após exigente leitura e escolha, evitando a aceitação do efeito fácil da técnica de redução. Seu desenho rigoroso e bem humorado tem a força de modificar o sentido do objeto utensílio para objeto de arte.
O trabalho de Sara Carone enriquece sem dúvida o panorama da cerâmica no Brasil.
Conheci Sara Carone no início dos anos 70. Ela já me transmitia ser uma artista muito dedicada. Desenhava modelo vivo, fazia aquarelas e pintava grandes telas em seu atelier no bairro do Sumaré. Havia ém pequenas esculturas suas para serem montadas, e outras já prontas; eram desenhos construídos no espaço tridimensional. Hoje continua desenhando modelo vivo.
Sua cerâmica surgiu há 6 anos e atingiu logo a maturidade, graças a sua disciplina na pesquisa e na criação. Seu trabalho com desenho, pintura e escultura, datado de muitos anos, tem agora papel fundamental em sua cerâmica.
Sara, como ela mesma afirma, escolheu a forma dos utensílios porque são belos, sintéticos e exatos, lapidados pelo tempo e pelo uso. Com máscaras e veladuras de esmalte, consegue recriar a técnica do Raku e nos oferece um desenho delicado e sóbrio, à base da fumaça sobre a superfície quente da argila.
Os imprevisíveis acontecimentos do fogo e da fumaça são incorporados em seu trabalho após exigente leitura e escolha, evitando a aceitação do efeito fácil da técnica de redução. Seu desenho rigoroso e bem humorado tem a força de modificar o sentido do objeto utensílio para objeto de arte.
O trabalho de Sara Carone enriquece sem dúvida o panorama da cerâmica no Brasil.
Megumi Yuasa
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